sexta-feira, 13 de janeiro de 2012





Impressões
( Elas ficam )


Persona festiva em meu peito,
Virtudes e seus deleitos,
Seus sussurros e arranjos,
Guiem-me em suas assas aos céus arcanjos,
Mensageiro dos sonhos,
A primavera do beijo a te esperando.

Espera tua é um grande feito,
Sobre vêem suas vontades e seus jeitos,
São cálidos, são perfeitos,
São belos sonhos e contos,
A chama que aquece meus modos,
Do sentimento outrora agora despojos.

Caminhar débil pelo estreito,
Mas ainda sim coração pelo dia contento,
Vem reinar o seu pulsar seio,
Dizer que se acaba tolice de gestos,
O que tinha cá já lhe confesso,
Amar o eterno dom mesmo em sentimentos desertos.

Estou moldado pela mãos do oleiro,
Por fogo passa minh'alma neste roteiro,
Lugares de coração está todo sofrimento,
Vem ver o que se passa na lagrima do teu sentido,
Pela dor cruciante do peito, na quase morte tu és remido,
Tudo para que te salves a tua alma e o teu espírito.

Tal vez um dia entenderá os sussurros,
Talvez um dia derribarão aqui de dentro os muros,
Alguém pensará a verdade daqueles fatos,
Tudo fora verdadeiro e olhares sinceros,
Fora sim prazeroso a mim e singelo,
Muda a capa, mas eu não mudo o que há dentro.

Você não usou corretamente,
Por isso não mais acende,
Por isso não mais se sente,
Por que o meu desejo era verte contente,
Tu afastaste de mim para acabar o deleite,
Foi o punhal no peito dormente,
Mas eu tinha o amor imortal no coração felizmente,
Ainda há tempo de sorrir e novamente ser vivente...

Por Deny Silva



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O campo de batalha do coração humano








“Se procerderes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procerderes mal, eis o pecado jaz a porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”(Gênesis 4:7).
No antigo conflito entre o certo e o errado, são os próprios corações que estão sendo arriscados. O tentador procura nos destruir nos enganando e levando a nossa vontade para longe de Deus. E ao ponto que deixamos os nossos corações virarem contra Deus, deixamos o mal ganhar mais uma triste vitória. Temos nos tornado mais um nome na longa lista de vítimas de Satanás.
Os nossos corações estão sendo atacados por todos os lados. Não há uma única dimensão do nosso pensamento em que não somos desafiados pelo mal e enfrentados com escolhas cruciais. No nosso intelecto, a escolha é entre a verdade e o engano. Nos nossos carinhos, temos que decidir entre o amor e o ódio. Na nossa vontade, as únicas alternativas são a nossa obediência a Deus ou não. A não ser que determinamos não deixar acontecer, ter os pensamentos errados, e até o coração errado, fará com que sejamos vencidos em cada uma destas coisas e apagará todas as coisas boas para o qual fomos criados para aproveitar.
Estas verdades nos deixam mais sérios, certamente. Temos uma necessidade óbvia por humildade e vigilância em tudo que tem a ver com o nosso bem-estar espiritual. Mas também é possível que tenhamos coragem e esperança. Esforçando-se a fortalecer a coragem de seu jovem amigo Timóteo, Paulo escreveu: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Timóteo 1:7). Nós estamos enrolados numa luta cósmica, mas o Criador deste cosmos é muito maior em força e sabedoria do que todas as forças do mal juntas. O Rei de direito reina de seu trono!
Sejamos lembrados deste fato: o diabo tem o poder somente de nos tentar, não o poder de nos obrigar. E Deus, que nos deu a liberdade de escolher, não irá nos obrigar. Ao invés disto, honrando a nossa liberdade, ele nos exorta a resistir o engano do diabo e segurar a verdade. Deus nos convida a encontrar nele aquilo que é a vida real. O assunto básico é fácil de entender e perigoso de esquecer. Moisés capturou-o nas suas palavras históricas a Israel: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19).

"O diabo luta com Deus, e o campo de batalha é o coração humano."
(Feodor Dostoevski)

por Gary Henry


Fonte:  Estudos da Bíblia 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Morte: Prejuízo ou Lucro?








O que acontecerá quando eu morrer?




O mistério que há em torno da morte ajuda a fazer da “morte” uma das nossas palavras mais temidas. O temor é natural quando se trata do desconhecido, mas somos informados acerca da morte. O mundo diz que a morte não pode ser vencida; viva o presente. Deus diz que a morte pode ser uma amiga se estivermos preparados. Podemos encarar a morte com previsão, e não com medo. Aliviemo-nos recorrendo às Escrituras.

A morte significa separação. A morte ocorre quando o corpo se separa do espírito (Tiago 2:26). Isso aconteceu a Jesus. Seu corpo foi colocado numa sepultura, mas seu espírito foi para o Hades (Atos 2:31). Jesus chamou esse lugar para os espíritos de Paraíso (Lucas 23:43).

A ressurreição de Jesus mudou a morte para sempre. O diabo tinha o poder da morte sobre o homem, mantendo este escravo (Hebreus 2:14-15). Jesus libertou o homem das cadeias do medo. Como? Ele libertou o homem dizendo-lhe exatamente o que acontece e apresentando uma maneira de vitória. Não há manifestação maior dessa esperança do que em Apocalipse 1. O apóstolo João escreve a um grupo que estava desanimado e oprimido. Ele transmite as palavras de Cristo: “Eu sou . . . aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:17-18). Jesus tem esse grande poder de dar consolo e ânimo a seus seguidores. Se vivermos escravos da morte, perderemos a grande alegria de servir a Cristo.

O que nós, como cristãos, podemos ter como certo quando morrermos? Deixaremos para trás a doença e o sofrimento. A maioria das pessoas sofre, às vezes durante muito tempo, antes de morrer. Imagine-se num sofrimento indescritível num momento e no próximo estar na presença de Deus! Veja o caso de Estêvão (Atos 7:51-60). Ele está pregando, e as pessoas não querem ouvir. Elas começam a apedrejá-lo violentamente. Ele se revolve de dor à medida que recebe pedra em cima de pedra. Quando a morte chegar, será um amigo ou um inimigo? Seu espírito foi levado a Deus, que enxugou as suas lágrimas (Apocalipse 7:17; veja Lucas 16:22). Que bênção!

Podemos estar certos de que estaremos conscientes. Continuando com Estêvão, o trecho afirma que “adormeceu” (Atos 7:60). Isso não é o “sono da alma” ensinado por alguns. É um eufemismo para “morte”. Jesus disse em João 11:11: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo”. Quando os discípulos entenderam mal, Jesus disse:“Lázaro morreu” (João 11:14). Ele entendia a morte como algo que traz sossego e descanso em vez de ser um inimigo terrível. Em Lucas 16:19-31, Jesus disse que o rico perverso e Lázaro, o justo, estavam os dois conscientes, um no paraíso, outro no tormento.

A morte significará sermos reintegrados com os nossos queridos que estão com o Senhor. Davi disse acerca de sua criança que partiu: “Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” (2 Samuel 12:23). Não apenas veremos os nossos conhecidos, mas os que foram redimidos em todas as eras (Hebreus 12:22-23). Não será maravilhoso ver e ouvir Abraão, Moisés e Daniel ‒ “espíritos dos justos aperfeiçoados”?

Mas o mais maravilhoso na morte é que ela nos conduzirá à presença de nosso Pai, de Jesus, e do Espírito Santo. Em Apocalipse 7, as multidões que louvam a Deus são aqueles que saíram da grande tribulação (Apocalipse 7:9-10, 14-17). Esta bênção está reservada só para os mártires? Não. Paulo disse que “para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21). Não temos a mesma promessa ‒ que, após a morte, estaremos com Cristo?

Todos os cristãos precisam ver a morte como um começo e não como um fim. Sim, “enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor” (2 Coríntios 5:6) A morte acabará com essa ausência! Sei que queremos ficar aqui para a nossa família e para influenciar outras pessoas, mas não podemos ficar para sempre. Por que não viver e morrer com expectativa?

Não devemos encarar a morte da mesma forma que o mundo a encara. Para o cristão, a morte nos traz alívio do sofrimento, para um estado consciente de bênção, para uma reunião com os amados e para a presença de Deus. Como disse Paulo, isso é “incomparavelmente melhor”. Quando ele foi retirado da prisão, ele viu mais do que um executor (2 Timóteo 4:7-8). Ele viu um momento de dor, depois de glória! Foi glória para ele e deve ser para nós.

por Lee Forsythe

Fonte:  Estudos da Bíblia